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Dr. Alexandre Lobel
Dr. Alexandre Lobel

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Dr. Alexandre Lobel

Meu nome é Alexandre Likier Steinberg Lobel, nasci em São Paulo, no hospital Albert Einstein, lugar para onde eu voltaria 26 anos depois para começar a construir minha carreira como ginecologista. Todos os dias atendo casais com dificuldades de ter filhos, e auxiliá-los nesse momento é muito recompensador para mim. Se você quiser saber o meu currículo, clique aqui, mas, neste texto, quero te contar um pouco da minha história...

Comecei a pensar em ser médico no colegial. Antes, a minha ideia era ser advogado e a verdade é que vejo semelhanças entre as áreas: existe a possibilidade de ajudar outras pessoas a resolver seus problemas. Acho que esta sempre foi uma vontade minha: ver uma situação difícil e ir lá dar as caras e tentar solucionar o que estava errado. Eu poderia ter ido para qualquer área, mas foi o contato com as ciências biológicas, durante o colegial, que me fez olhar para a medicina com carinho. Passar na medicina não é uma tarefa fácil para ninguém e eu precisei estudar muito, muito mesmo. Fiz cursinho, que foi um período de muita luta, mas valeu a pena! No dia 9 de fevereiro de 2005, finalmente fui aprovado para cursar medicina na USP. Foi um momento emocionante em minha vida. Aquela era a primeira conquista real que saiu do meu suor, da minha dedicação. A sensação de ver meu nome na lista de aprovados vai me acompanhar por toda a minha vida.

Durante o curso, não estava claro para mim que especialidade seguiria. Pensava em clínica ou radiologia, mas não tinha certeza, pois gostava de várias áreas. Durante o internato, momento do curso em que passamos por quase todas as especialidades, aprendi muito e fazer uma escolha parecia uma tarefa impossível. O primeiro estágio do internato foi em ginecologia e obstetrícia e adorei a área, mas ainda assim não me convenci de que esse seria o caminho. No último ano, quando passei novamente pelo estágio da obstetrícia, tive contato com casos gravíssimos e, então, consegui decidir. Ajudar as mulheres em momentos tão difíceis era minha missão e eu dedicaria os próximos anos para ser o melhor ginecologista que eu pudesse. Iniciei mais uma etapa na minha jornada, a residência em ginecologia e obstetrícia no Hospital das Clínicas (HC).

Eu não via a hora de começar a atender as minhas pacientes e já no final da residência um ginecologista, o Dr. Eduardo Zlotnik, me ofereceu a oportunidade de atender no consultório dele. Ali já pude perceber que estava no caminho certo. Comecei a realizar partos e eu adorava fazer isso. Com o tempo, no entanto, senti que faltava algo. A obstetrícia é cheia de emoções e alegrias, mas eu não estava me sentindo realizado como antes.

Comecei a procurar algo diferente dentro da ginecologia. Foi então que no estágio da reprodução humana no HC encontrei a minha vocação. Logo vi que era uma área muito difícil, repleta de desafios, mas muito recompensadora. A maioria dos médicos se apaixona pelo resultado positivo. Quando você se faz o tratamento e consegue a gestação, é maravilhoso. Dar a notícia do beta positivo é uma grande emoção. No entanto, há o outro lado: infelizmente, nem sempre o tratamento dá certo e é nessa hora que temos de fazer o nosso melhor em acolher e amparar o casal.

Decidi que, com a reprodução assistida, eu seguiria minha missão de ajudar mulheres e casais a superar todas as dificuldades e iniciei minha especialização na área. Minha família sempre foi fundamental na minha vida e possibilitar que casais conseguissem construir a sua própria família se tornou um ideal.

Atendia casais no HC, aprendia os procedimentos e comecei a atender pacientes na Clínica Izzo, com o Dr. Carlos Izzo, que me ensinou muito sobre o acolhimento do casal. Assim que terminei a especialização, senti que precisava ir mais a fundo e fui para a Cornell University, em Nova Iorque, para fazer um fellow (estágio) em reprodução humana e preservação da fertilidade. O centro atende, em média, 4.000 casais por ano, muitos deles casos difíceis. Tive contato com mais de 1.000 histórias diferentes e pude discutir e entender como médicos reconhecidos internacionalmente tratam os casais inférteis. Eu estava muito animado para retornar ao Brasil, pois sabia que poderia utilizar todo aquele conhecimento em prol das minhas pacientes. Assim que voltei, fui convidado pelo Dr. Sérgio Podgaec para atender no Hospital Albert Einstein, local que estou até os dias de hoje.

Desde 1º de fevereiro de 2014, conheci histórias incríveis que me motivam a continuar fazendo o meu melhor, o que está ao meu alcance para realizar o sonho da maternidade e paternidade.