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Dr. Alexandre Lobel
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Infertilidade masculina e feminina: sintomas

por Alexandre Lobel

Sempre tive uma preocupação especial com pessoas que tinham dificuldades reprodutivas. A maternidade e a paternidade é um momento muito importante da vida e um desejo de muitos casais. Por isso, minha missão é ajudar casais a terem filhos.

Estima-se que o tempo médio de tentativas para ter filhos varie de 5 a 6 meses até ocorrer a gravidez, ainda que cerca de 10% dos casais demorem pouco mais de 1 ano para conceber. Ainda assim, a OMS define infertilidade como a incapacidade de um casal conseguir gravidez após um ano de relações sexuais sem contracepção.

As taxas de infertilidade conjugal atingem cerca de 10 a 15% dos casais em idade fértil no mundo, número que merece nossa atenção.  

Além das doenças nos sistemas reprodutivos masculino e feminino, a infertilidade também tem origem em outras variáveis, como o adiamento da maternidade, o aumento da prevalência das infeções de transmissão sexual, o sedentarismo, a obesidade, o consumo de tabaco e álcool e a poluição.

Se você está encontrando dificuldades para engravidar, me acompanhe! Vou explicar como você pode reverter essa situação.

Causas da infertilidade masculina e feminina

As causas de infertilidade podem ter origem em alterações no sistema reprodutivo feminino, no masculino ou em ambos. Em alguns casos, a infertilidade pode ser identificada precocemente, como por exemplo em diagnósticos prévios de oligo/ amenorreia (pouca ou nenhuma menstruação) ou de azoospermia (ausência de espermatozoides no líquido ejaculado).

Quando os exames solicitados ao casal não apresentam nenhuma alteração compatível com infertilidade, chamamos ISCA (infertilidade sem causa aparente) e, nesses casos, o tratamento mais indicado são aqueles que usam técnicas de reprodução assistida, como a RSP (relação sexual programada) e a FIV (fertilização in vitro).

Infertilidade feminina

Qualquer alteração no ciclo reprodutivo feminino pode dificultar tanto a fecundação como a manutenção da gestação.

Nesse sentido, é necessário observar a regularidade da menstruação, a presença de dores e coágulos no sangue menstrual, bem como alterações que sugiram desequilíbrios hormonais.

Algumas doenças do sistema reprodutivo feminino também podem interferir na fecundidade da mulher, como a presença de miomas uterinos, SOP (síndrome dos ovários policísticos), endometriose, disfunções ovulatórias e alterações anatômicas dos órgãos reprodutivos.

Hábitos de vida não saudáveis, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e uso de álcool e outras drogas, bem como o uso contínuo de medicamentos para o tratamento de outras doenças, como a quimio e a radioterapia, podem interferir no ciclo reprodutivo da mulher, levando à infertilidade.

Infertilidade masculina

As alterações no sistema reprodutivo masculino que levam à infertilidade podem incluir hipodesenvolvimento dos testículos e aumento ou o surgimento de veias visíveis na bolsa testicular (varicocele).

O líquido ejaculado também pode fornecer informações sobre possíveis quadros de infertilidade quando está ausente no momento da ejaculação ou quando nele há pouca ou nenhum espermatozoide (oligo/azoospermia).

Assim como a infertilidade feminina, também a masculina pode ser resultado de tratamentos para câncer, de doenças preexistentes, como a caxumba, e hábitos de vida não saudáveis; e as alterações hormonais, nesses casos, principalmente a diminuição da testosterona, também podem levar à infertilidade.

Infertilidade transitória e infertilidade permanente

As condições da infertilidade em homens e mulheres podem ser divididas, para uma melhor compreensão de cada caso, em permanentes ou transitórias, e a escolha do tratamento mais adequado começa nessa identificação.

É importante lembrar que a infertilidade é uma consequência de outras alterações fisiológicas, como doenças adquiridas, malformações anatômicas, condições genéticas, hábitos de vida não saudáveis e a interação com alguns medicamentos.

Como infertilidade transitória, compreendemos todos os quadros cuja reversão depende de tratamentos para resolver os problemas que levaram à infertilidade. Alterações hormonais, consequências de ISTs ou de outras doenças e hábitos de vida não saudáveis. É uma condição temporária, não congênita e reversível.

Já os casos de infertilidade permanente incluem a retirada dos testículos, ovários e útero, em casos de carcinoma, hipodesenvolvimento gonadal congênito e as cirurgias de vasectomia (que interrompe o fluxo de espermatozoides para o líquido ejaculado) e a ligadura tubária (que interrompe o trajeto do óvulo até a área de fecundação, próxima ao útero).

Homens e mulheres que se submeteram à vasectomia e ligadura tubária, porém, podem ser colocados como intermediários, já que as cirurgias visam interromper permanentemente sua fertilidade, mas podem ser revertidas com cirurgia, ainda que as taxas de sucesso sejam altamente variáveis em cada caso.

Tratamentos de reprodução assistida

A avaliação de fertilidade é o primeiro passo para definição do tratamento. Quando as causas da infertilidade são conhecidas, é possível escolher formas de tratamento que atuem nas causas e revertam o quadro de infertilidade para que a concepção possa ser feita de forma natural.

Muitas das doenças que levam ao quadro de infertilidade em homens e mulheres podem ser tratadas com terapias hormonais, como a SOP (síndrome dos ovários policísticos), alguns tipos de miomas, endometriose, hiperandrogenia em mulheres e hipoandrogenia em homens.

Outras doenças necessitam de intervenções cirúrgicas, como miomectomia para retirada de miomas, cirurgias de reconstrução uterina em casos de malformação, a cirurgia para varicocele e também a reversão da vasectomia ou da ligadura tubária.

A reprodução assistida é recomendada especialmente para casos em que as causas de infertilidade permanecem obscuras, mesmo após a análise atenta dos exames, ou quando mesmo após o tratamento das causas, há uma persistência do quadro de infertilidade.

A idade da mulher e o tempo de infertilidade também são fatores importantes para a definição do tratamento.

A RSP, uma técnica de baixa complexidade muito útil em alguns casos, indica o melhor momento, dentro do ciclo reprodutivo feminino, para o casal ter relações sexuais com maiores chances de resultar em gestação.

Para casos mais severos, a FIV (fertilização in vitro) pode ser uma valiosa ferramenta para chegar à gestação, já que nela a fecundação é feita em laboratório após a coleta dos gametas do casal, e o embrião é colocado no útero materno já em desenvolvimento.

Antes da fecundação, a mulher passa por um estímulo ovulatório hormonal, que aumenta a produção de óvulos e, nos casos em que a infertilidade se dá por oligo ou azoospermia, os espermatozoides podem ser coletados diretamente dos testículos.

Além dos aspectos fisiológicos, também as consequências emocionais da infertilidade podem atingir o casal negativamente e conhecer melhor o assunto ajuda a amenizar a ansiedade que esse quadro gera. Por isso convido você à leitura mais aprofundada sobre infertilidade feminina.

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