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Dr. Alexandre Lobel
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Histerossalpingografia (HSG)

por Alexandre Lobel

Indicada principalmente para investigar problemas de fertilidade feminina, como bloqueios nas tubas uterinas ou anormalidades no útero, a histerossalpingografia (HSG) é um exame de raio-X realizado por uma técnica conhecida como fluoroscopia, que possibilita a visualização dos órgãos em movimento em vez de imagens estáticas.

Para ser submetida ao exame, no entanto, geralmente é indicado o rastreio para bactérias, com exames físico e laboratoriais, incluindo as sexualmente transmissíveis, que podem resultar em inflamações no sistema reprodutor feminino, como a doença inflamatória pélvica (DIP), por exemplo, que impossibilitam a realização.

A histerossalpingografia também não pode ser realizada se houver suspeita de gravidez, para que o feto não seja exposto aos possíveis efeitos da radiação.

Este texto explica a histerossalpingografia, assim como destaca os casos em que o exame é indicado e os possíveis riscos provocados por ele.

Quando a histerossalpingografia é indicada?

A histerossalpingografia geralmente é solicitada como parte dos exames realizados para diagnosticar mulheres que têm dificuldades em engravidar.

O exame busca identificar alterações nas tubas uterinas, mas também indica condições que podem causar alterações no formato e estrutura uterina à presença de massas tumorais.

Da mesma forma, investiga as causas que podem levar ao aborto de repetição, que, assim como a dificuldade em engravidar após um ano de relações sexuais desprotegidas, também classifica a infertilidade feminina.

Veja as principais condições que podem ser diagnosticadas pela histerossalpingografia:

Como a histerossalpingografia funciona?

Medicamentos para aliviar a dor ou desconforto provocados pelo procedimento são prescritos. O uso de antibióticos não é feito de rotina, mas podem ser prescritos antes e após a realização, para evitar processos infecciosos, quando for indicado.

A histerossalpingografia é realizada preferencialmente uma semana após a menstruação, período que proporciona melhores resultados, ou antes da ovulação para assegurar que não existam chances de gravidez. O médico responsável pelo procedimento deve ser informado se houver qualquer tipo de alergia, em especial a contrastes iodados.

O procedimento é realizado em ambiente laboratorial. O primeiro passo é a limpeza (assepsia e anestesia) do colo uterino, feita com a mulher em posição ginecológica para que um espéculo seja inserido para facilitar a visualização.

Posteriormente o contraste é injetado, o espéculo retirado e a paciente posicionada sob a máquina de raio-X.

As imagens são feitas em várias posições, enquanto a fluoroscopia, por um feixe de raio-X contínuo ou pulsado, cria uma sequência, projetando-as em uma tela, proporcionando o acompanhamento em tempo real pelo especialista.

Ao final, são armazenadas em diferentes mídias. Caso alguma anormalidade seja detectada, o procedimento pode ser repetido após um intervalo, para um estudo mais detalhado do local.

A histerossalpingografia provoca algum risco?

Além de pouco invasiva, a histerossalpingografia está entre os exames considerados em uma faixa segura por exposição à radiação e raramente registra a ocorrência de complicações, assim como efeitos provocados pela radiação não permanecem no organismo após a realização.

É normal a manifestação de cólicas semelhantes ao período menstrual, corrimento ou sangramento menstrual após o procedimento.

Por outro lado, os principais riscos associados à histerossalpingografia são ferimentos ou perfuração do útero e infecções pélvicas, geralmente evitadas pela realização seguindo os procedimentos adequados e administração de antibióticos, quando necessário.

Se um processo infeccioso ocorrer, a manifestação de sintomas como cólicas severas, sangramento abundante, corrimento vaginal em grande quantidade e com odor forte, febre alta, vômito e desmaio indicam a necessidade de procurar auxílio médico com urgência.

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